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Newsletter Laurel - Março 2026

  • 31 de mar.
  • 8 min de leitura



Aconteceu na Laurel


Workshop exclusivo com o Diretor-Geral da Harrods em Portugal

No passado dia 6 de março, a LAUREL, Associação Portuguesa de Marcas de Luxo e Excelência acolheu nas instalações da TMG Group um workshop exclusivo com Michael Ward, Diretor-Geral da Harrods e Presidente Emérito da Walpole, uma das vozes mais influentes do luxo a nível mundial.

O encontro teve um propósito claro: desafiar a indústria têxtil portuguesa a pensar em marcas próprias com potencial para integrar o portefólio da Harrods. Foi uma reflexão estratégica concreta, orientada por quem conhece por dentro os critérios de curadoria de uma das casas mais exigentes do mundo.

Michael Ward, que lidera a Harrods há mais de duas décadas, é um admirador declarado de Portugal e da qualidade da produção nacional, que já marca presença no universo Harrods. A sua mensagem foi direta: Portugal tem o talento e a capacidade produtiva, falta dar o passo de construir marcas com identidade e posicionamento internacional.



Estão de parabéns

Aníbal Silva acaba de completar 50 anos de carreira na EPOCA – Projects & Hospitality. Meio século. No mesmo lugar. A acompanhar quatro gerações de uma empresa familiar com raízes em Paços de Ferreira desde 1947.

Entrou como jovem aprendiz. Ao longo das décadas, tornou-se mentor, referência e guardião da cultura da empresa. Viu o setor da hospitalidade transformar-se, as tecnologias mudarem, os mercados evoluírem — e manteve sempre a mesma postura: dedicação, rigor e vontade de ensinar quem chegava depois dele.

Num mundo onde a mudança constante é a norma, a história do Aníbal é um lembrete poderoso: as empresas são feitas de pessoas. E quando essas pessoas trazem lealdade, paixão e compromisso todos os dias durante 50 anos, o resultado vai muito além de qualquer projeto ou número.

Como disse a administração da EPOCA: Aníbal Silva não é apenas um colaborador — é um símbolo do que define a empresa.

Parabéns, Aníbal. E obrigado por nos lembrar que há valores que não envelhecem.


Sobre a EPOCA – Projects & HospitalityA EPOCA - Projects & Hospitality, marca do grupo EPOCA, é uma empresa familiar com origens que remontam a 1947, amplamente reconhecida pela excelência na produção de mobiliário de luxo para o mercado nacional e internacional.



Vamos conhecer a marca Strawberry Brand Studio


Como define a sua marca

A Strawberry Brand Studio é uma agência boutique de branding estratégico, sediada em Lisboa e com escritório em Miami, com trabalho desenvolvido em mais de 15 países, dos Estados Unidos ao Médio Oriente, de Singapura à Europa.

Ao longo dos anos, trabalhámos com mais de 100 marcas, desde a sua criação até processos de rebranding, em sectores tão distintos quanto real estate, F&B, turismo, hospitality, fundos de investimento, e corporate B2B. Independentemente da indústria, há algo que se mantém: a procura pelo essencial.

Cada projecto começa nesse lugar mais silencioso e preciso, onde se encontra aquilo que uma marca realmente é. E é a partir daí que lhe damos forma, com a clareza necessária para que quem a encontra compreenda, quase sem esforço, o seu valor.

Num mercado onde tudo se acumula, mensagens, referências, camadas, escolhemos fazer o contrário. Retirar. Afinar. Deixar apenas o que importa. Porque é nesse espaço que uma marca ganha presença. E, com ela, a sua verdadeira posição.


O que é para si a Laurel?

A Laurel é, em Portugal, uma das raras oportunidades de conhecer de perto as marcas que representam a excelência do país, bem como as pessoas que as constroem. Para alguém que trabalha em estratégia de marca, isso é profundamente inspirador. Há algo de especial em poder conhecer quem está por trás das marcas que nos acompanham e inspiram no dia a dia.



Ano de fundação

2018


Para onde exportam

Para todo o mundo


Como se posiciona a sua marca

A Strawberry posiciona-se como referência em branding estratégico para marcas que ambicionam um lugar no segmento premium ou de luxo.

Os nossos clientes são, na sua maioria, fundadores a construir algo novo ou marcas que chegaram a um ponto de inflexão: o produto evoluiu, a ambição cresceu, mas a imagem ficou para trás. É nesse momento que nos procuram, quando percebem que a marca precisa de estar à altura do que já entregam.

O que nos distingue no mercado é uma combinação difícil de encontrar: a proximidade e o cuidado de um estúdio boutique, com a fundadora presente em cada projecto do início ao fim, uma assinatura visual reconhecível pela sua contenção e elegância, e uma capacidade comprovada de elevar a percepção de uma marca de forma a sustentar um posicionamento de preço superior.

Não trabalhamos com qualquer marca. Trabalhamos com marcas que querem ser as melhores no que fazem, e que entendem que o branding é parte dessa ambição.


Descreva o percurso da sua marca A Strawberry abriu portas em Lisboa em Janeiro de 2018. Desde o início, trabalhámos de forma deliberadamente transversal, com clientes de diferentes sectores e contextos, porque cedo percebemos que essa diversidade era uma vantagem: a capacidade de entrar em qualquer indústria com um olhar fresco e sem os vícios de quem só conhece um mundo.

Quando a pandemia chegou, percebemos o verdadeiro valor do nosso trabalho. O componente estratégico que sempre colocámos no centro de cada projecto revelou-se essencial para os nossos clientes num momento em que muitas marcas precisaram de se repensar ou reposicionar e isso reforçou aquilo em que sempre acreditámos: que branding bem feito não é um custo, é um activo.

Ainda em 2020, abrimos uma parceria em Singapura. Em 2022, estabelecemos presença em Miami, uma cidade onde cresci e que conheço profundamente. A minha trajectória pessoal, nascida em São Paulo, formada em Los Angeles e Milão, com experiência profissional em Parma, Lausanne e Singapura, moldou desde sempre a forma como o estúdio se move no mundo.

Não somos uma agência portuguesa com clientes internacionais. Somos um estúdio com uma mentalidade verdadeiramente global, e o mercado reconheceu isso.

Planos de internacionalização O próximo passo natural é o Dubai. É um mercado que conhecemos bem, onde já trabalhámos e onde existe uma procura crescente por uma linguagem de marca mais refinada, clara e internacional. É precisamente essa que define a nossa assinatura: elegante, mas effortless. A instabilidade geopolítica regional colocou esse plano em pausa por agora.


Locais Lisboa, Miami, Singapura


O saber fazer português / Leitão e Irmão



O saber fazer da sua marca

A essência da marca Leitão & Irmão reside na manufatura de excelência. Cada peça nasce junto dos nossos designers, é trabalhada nas oficinas próprias por mestres ourives e entregue ao cliente através das nossas lojas ou pontos de venda exclusivos. O controlo integral do processo garante autenticidade, qualidade excecional e um padrão de excelência que atravessa gerações.

Combinando tradição de manufatura e sofisticação contemporânea, a Leitão & Irmão trabalha com materiais nobres naturais: ouro, prata, platina e pedras preciosas. Valoriza um saber-fazer centenário, vivo e relevante no presente.

Mais do que criar joias e ourivesaria, a Leitão & Irmão cria um legado.


No que consiste

Com mais de dois séculos de atividade, é uma reconhecida casa de joalharia portuguesa e está entre as empresas mais antigas da Europa na sua arte.

Ao longo da sua história, afirmou-se como referência na joalharia e nas emblemáticas pratas de mesa, distinguindo-se pela excelência técnica, rigor artístico e atenção absoluta ao detalhe. Uma marca que representa herança, continuidade e identidade cultural.

A Leitão & Irmão detém o título de Joalheiros da Coroa em Portugal e Ourives da Casa Imperial no Brasil, distinções que refletem o reconhecimento histórico e a confiança conquistada.


Marcas clientes

O saber-fazer da Leitão & Irmão é aplicado exclusivamente nas suas próprias criações, desenvolvidas para comercialização das suas lojas próprias ou em peças desenvolvidas por medida para os seus clientes.

Atualmente, a Leitão & Irmão disponibiliza também a oportunidade de encontrar as suas peças em pontos de venda selecionados, como Fashion Clinic Home, Comporta, Herdade da Malhadinha Nova e mais recentemente Loja da Meias – Cascais.


Vamos conhecer o artífice

Em 200 anos de história, muitas das narrativas são protagonizadas pelas pessoas que dão vida à Casa.


Entre as gerações mais recentes, como Maria Inês, vem do Entroncamento diariamente para trabalhar. Após concluir a sua formação em escultura na Faculdade de Belas-Artes, procurou a Leitão & Irmão com o desejo de aprender e integrar a equipa. Hoje, é escultora residente, desenvolvendo o seu trabalho e aprofundando conhecimentos nos vários ofícios da oficina.


Também Rita, atualmente na área de marketing, iniciou o seu percurso como estagiária. Ao longo do tempo, investiu na sua formação e é hoje responsável pela loja online da marca.


Fernando Diogo iniciou funções nos escritórios da oficina há cerca de uma década. Paralelamente, prosseguiu os seus estudos em regime pós laboral, conciliando trabalho, vida familiar e formação. É atualmente o responsável financeiro da empresa.

Entre os mestres, destaca-se Fátima Neto, que entrou na casa ainda estudante da Escola António Arroio. Hoje, é uma referência na joalharia em Portugal e desempenha funções como Mestre Joalheira responsável pela Oficina do Ouro.


José Gomes, atual Chefe Geral da Oficina, integra a Leitão & Irmão há quase 30 anos. Iniciou o seu percurso como aprendiz e é hoje responsável pela Oficina. Vê agora o seu filho a seguir os seus passos e a iniciar a sua formação.

Entre outras tantas histórias, temos de referir Jorge Leitão. Que aos 21 anos recebeu uma chamada de urgência do chefe de oficina à época, enquanto velejava no mar das Caraíbas, pedindo para voltar e “tomar conta” da Casa pois esta iria entrar em dissolução após o 25 de abril. Ergueu a empresa de uma fase particularmente difícil no país, reuniu equipa e pessoas que com ele trabalharam dedicadamente.




Artigo de opinião


HUMAN MADE IN PORTUGAL

Vanda Jorge / com o apoio da Versa https://versa.iol.pt/


O mundo está punk. Não falo no sentido estético, nem por nostalgia. É a única forma que encontro para o atual (des)encontro mundial: um mundo desalinhado, rasgado, caótico, explosivo…feio. E sem poesia no tema, embora nos falte, faço do pensamento de Phil Ochs uma voz de protesto. E de rebeldia: “In such ugly times, the only true protest is beauty”.

Radicalizar a beleza é… wild. Ou bold, numa versão punk mainstream. Para mim, é a última (ou a primeira) das virtudes humanas, a que nos distingue da outra inteligência, a que um algoritmo não tem artifícios para replicar.

Mesmo num mundo punk e feio, há lugar para o que é belo. Talvez seja só uma questão de olhar para o lugar certo. E há beleza na afirmação do Human Made. Nos relatórios de tendências, da WGSN ao TrendWatching, a valorização humana deixou de ser emergente para se tornar uma tendência em crescimento.


Num mundo cada vez mais automatizado, o verdadeiro luxo está na raridade humana: em quem cria, quem assina, quem dedica tempo, quem tem a habilidade e a autenticidade. Porque a beleza também está (e é) tudo isto.

E não há nada de novo aqui. Ou não devia. Ou talvez haja, um neo craft que usa a tecnologia para reinventar técnicas artesanais. Mas, o Human Made fala, sobretudo, do luxo do tempo humano, do trabalho e da criatividade não artificial, da beleza da imperfeição. Vemos a Bottega Veneta a comunicar “Craft is Our Language” onde as mãos são metáfora do icónico Intrecciato e vemos os artesãos a criarem peças ao vivo em eventos e nas lojas da marca; vemos vídeos da Hermès sobre o tempo humano especializado como parte do valor do luxo e em “Drawn to Craft” lembra-nos que tudo começa com um desenho, gesto humano e criativo, um campanha que se confunde com um statement ativista em relação aos conteúdos gerados por Inteligência Artifícial (IA).


De produto raro, os tempos são hoje sobre criação humana rara. Do Hand Made, o que é feito à mão, ao Human Made, a presença humana nesse processo criativo. O Human Craft VS AI Fashion ou The Rise of Renaissance of Real como aponta a WGSN sobre as tendências 26/27 apresentadas nas Semanas de Moda, a forma como os designers recuperam a autoria humana, vestem a Human Imperfection como manifesto ao monótono design IA Made.

E para terminar em beleza (voltando a ela), Portugal e as marcas portuguesas têm tudo para um futuro bonito. O Human Made in Portugal não precisa de ser inventado, talvez lhe falte só craft quando é comunicado.


 
 
 

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